Já pensou em comandar um Boeing 737? Para quem não é piloto de aviões, isso poderia ser impossível. Mas existe uma alternativa que produz uma experiência quase tão real quanto uma decolagem ou uma aterrissagem. É o programa “Piloto por um dia”, da Flex Aviation, que possui um centro de treinamento na Estrada do Galeão. Por R$ 510, qualquer pessoa tem, em um simulador de voo, a sensação de controlar uma aeronave de grande porte durante uma hora.
- Nossos simuladores de voo são chamados de Full Flight Simulator. Trata-se de réplicas fiéis da cabine de comando de um Boeing – informa Halim Abi Harb, que foi piloto comercial por 40 anos e hoje é instrutor da Flex.
Os equipamentos são tão reais que simulam turbulências, panes e até incêndios nas turbinas.
- Usamos os simuladores no treinamento de pilotos para situações perigosas que não podem ser experimentadas sem riscos numa aeronave real – diz Abi Harb.
O instrutor faz questão de deixar claro que, apesar de tudo não passar de uma simulação, o uso do cinto de segurança é obrigatório dentro dos equipamentos:
- O movimento de um Full Flight Simulator é real, se programarmos uma turbulência, o equipamento vai balançar de verdade. Se a pessoa não estiver protegida, pode ser muito perigoso.
O simuladores ficam num galpão e são sustentados por hastes móveis. O equipamentos têm todos os botões e alavancas de uma cabine de verdade.
Cada equipamento custou cerca de R$ 15 milhões. Por isso, simular um grave acidente aéreo, nem pensar. Quem quiser bancar o piloto pode agendar um horário pelo telefone 3717-0366 ou pelo e-mail comercial.fac@flexaviation.com.
Repórter conta como foi voo virtual
Quando pensava numa aeronave comercial moderna, uma imagem logo vinha à minha cabeça: uma cabine com muitos botões, na qual piloto e copiloto batiam um papo animado enquanto o avião voava no modo automático.
É claro que o piloto automático funciona muito bem, mas, depois de experimentar o Full Flight Simulator, a imagem que faço dos comandantes de voo mudou.
Pilotar um Boeing 737 é muito mais difícil do que eu imaginava. O manche, uma espécie de volante que faz todas as manobras num voo, é ao mesmo tempo sensível e pesado.
Quando fiz um curto movimento para a esquerda, logo soou um alarme, avisando que o “avião” se encontrava em risco porque a curva estava muito acentuada. Ao tentar virar para a direita, novamente tocou o alerta.
Depois de alguns minutos é possível se acostumar e entender que as manobras precisam ser feitas com certa força, porém, com giros de poucos graus.
Manter a altitude é outro desafio. Uma pequena pressão para cima ou para baixo no manche faz o aparelho descer ou subir muitos metros. Para pilotos de primeira viagem, é preciso extrema concentração para conduzir um voo tranquilo.
Aos poucos, o voo virtual ficar bem divertido. A sensação de velocidade, principalmente na hora da decolagem, impressiona pelo realismo. E enfrentar turbulências chega a ser muito legal – afinal, não estava a 15 mil metros do chão.
Fonte: Yahoo Notícias
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