Procura por passagem aérea tem alta de até 30%

Os voos nacionais estão em alta. Tanto que, de janeiro a dezembro, a procura por passagens aéreas subiu 15,72% frente a 2010, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. Com o resultado, a demanda triplicou em uma década. A média de ocupação nos voos nacionais foi de 70,18%, e, em dezembro, atingiu 70,40%.

No Grande ABC, agências de viagem consultadas pela equipe do Diário ressaltaram o bom momento pelo qual passou o setor no ano passado. Elas afirmam que a procura na região ficou acima da média nacional e chegou a até 30%.

Vários fatores contribuíram para a expansão. Ascensão das classes mais baixas (D e C), desmistificação sobre o transporte aéreo e o planejamento das viagens, somados aos descontos nas baixas temporadas e compras antecipadas foram os pilares que projetaram a expansão do setor. É o que ressalta o diretor da agência Estação Turismo, Sergio Sant’anna. “Tudo isso ajudou, e a tendência é que esses números cresçam ainda mais neste ano. Em 2011, 60% das passagens que vendi eram estreantes nesse transporte”, diz. Do dia 1° até ontem, o executivo diz que já vendeu 38% a mais do que em janeiro passado.

Além disso, menos tempo de viagem, comodidade e os preços competitivos em relação ao ônibus são levados em conta pelos clientes, diz a consultora da Facility Tour, Janaína Ferrari. “De São Paulo a Salvador, por exemplo, demora-se dois dias, com gastos no percurso. De avião, chega-se em duas horas e meia.” A maioria das empresas oferece parcelamentos em até dez vezes, acrescenta o gerente comercial da Qualituri Turismo, Márcio Fernandes. Ele analisa que as companhias aéreas estão ofertando mais assentos, como resultado da procura acentuada. E diz que a sua empresa cresceu até 20% no ano passado.

Já Sant’anna acrescenta que o dólar iniciou trajetória de queda desde o fim do ano, quando a moeda estava mais cara. Isso contribuiu para um cenário otimista neste ano. A projeção das agências é de venderem até 20% a mais neste ano.

Quanto às viagens internacionais, a Anac afirma que a demanda subiu 11% em 2011. No acumulado entre 2006 e o ano passado, a alta foi de 62%.

Fernandes diz que o encarecimento das passagens para o Nordeste, foco dos consumidores nos últimos tempos, tornou atrativa a opção das viagens internacionais, sobretudo para o Caribe. Isso porque, lá, um pacote custa cerca de R$ 3.000. “É o mesmo valor praticado para bons resorts nordestinos, por uma semana, e sem diferencial, o que já ocorre para viagens para fora – cenário possível com a perda da força do dólar frente ao real”, diz Fernandez.

PERDA DE MERCADO – A participação das empresas Gol e TAM no mercado doméstico em dezembro alcançou 75,52% contra 81,13% no mesmo mês de 2010. Com o resultado, as beneficiadas foram as companhias menores. Elas abocanharam 29,75% do setor, em dezembro frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2011, a expansão entre as pequenas atingiu 21,75% ante 2010.

Fonte:Diário do Grande ABC

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